quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Mobilidade Urbana

A mobilidade urbana refere-se às condições de deslocamento da população no espaço geográfico das cidades. É um tema amplo que ultrapassa a discussão sobre o trânsito e envolve questões relativas à história da ocupação dos territórios, ao crescimento econômico e social do país e a suas escolhas e políticas públicas. Ela tem impacto direto sobre a saúde e a qualidade de vida das pessoas e sugere novas formas de pensar e agir para garantir um modelo sustentável.
Devido ao rápido crescimento populacional, a mobilidade urbana tornou-se um dos principais desafios das metrópoles mundiais. No Brasil, é um tema que vem gerando um forte debate, haja vista que a maior parte das grandes cidades do país vem encontrando dificuldades de desenvolver meios para diminuir a quantidade de congestionamentos ao longo das áreas centrais dos espaços urbanos.
As principais causas do problema urbanístico deve-se à má qualidade do transporte público no Brasil, ao aumento da renda média do brasileiro nos últimos anos, à redução de impostos por parte do Governo Federal sobre produtos industrializados, à concessão de mais crédito ao consumidor e à herança histórica da política rodoviarista do pais.
      Entre as principais soluções para o problema da mobilidade urbana, na visão de muitos especialistas, seria o estímulo aos transportes coletivos públicos, através da melhoria de suas qualidades e eficiências e do desenvolvimento de um trânsito focado na circulação desses veículos. Além disso, o incentivo à utilização de bicicletas, principalmente com a construção de ciclovias e ciclo-faixas, também pode ser uma saída a ser mais bem trabalhada.
       Outra questão referente à mobilidade urbana que precisa ser resolvida é o tempo de deslocamento, que vem aumentando não só pelos excessivos congestionamentos e trânsito lento nas ruas das cidades, mas também pelo crescimento desordenado delas, com o avanço da especulação imobiliária e a expansão das áreas periféricas, o que contrasta com o excessivo número de lotes vagos existentes. Se as cidades fossem mais compactas, os deslocamentos com veículos seriam mais rápidos e menos frequentes.
         De toda forma, é preciso ampliar os debates, regulamentando ações públicas para o interesse da questão, tais como a difusão dos fóruns de mobilidade urbana e a melhoria do Estatuto das Cidades, com ênfase na melhoria da qualidade e da eficiência dos deslocamentos por parte das populações.           


Luana Arantes de Oliveira
Estudante do 3º período de Direito da Uninorte
Estagiária da Procuradoria-Geral do Município de Rio Branco

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